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Arco e flecha é destaque no Noroeste

A história do homem com o arco e a flecha se perde no tempo e mesmo o arqueirismo não sendo um esporte tradicional da região, ele começa a fazer adeptos. Mas, muitos arqueiros paranaenses vão além e também produzem seus próprios equipamentos. O jornal Umuarama Ilustrado conversou com alguns arqueiros e construtores, que deram dicas aos iniciantes na arte. 

Começando por Umuarama, um grupo de arqueiros se reúne no Estádio Municipal Lúcio Pipino. Entre eles, Max Delly e Lariani Djunko ressaltam que o gosto pelo esporte surgiu apoiado pela literatura e seus personagens arqueiros. “Vejo o arqueirismo como um hobbie. Algo que nos desconecta da vida atribulada do meio da semana”, disse Lariani. 
Viajando pelo Norte do Paraná, encontramos Elison José Gracite Lusvardi, morador de Flórida, cidade à 200 quilômetros de Umuarama. O paranaense é conhecido com um dos “magos” na construção de arco, mas também já ganhou alguns torneios regionais de tiro. Ele conta que o gosto pelo arco e flecha surgiu logo depois que assisti ao filme “Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões” em 1992. Na época, com 9 anos, ao terminar o filme já foi construir seu primeiro arco, relembra Lusvardi. 
O gosto do garoto só cresceu e com 30 anos participou do seu primeiro torneio, quando também foi convidado a montar um stand de tiro no espaço medieval do AnimeIngá, em Maringá. “Com o tempo fui fazendo outros modelos de arcos, usando outras madeiras, evoluindo na montagem de minhas próprias flechas e sempre atirando bastante, principalmente entre amigos. A região não tinha evento de tiro, apenas em Curitiba ou São Paulo, o que dificultava a participação”, disse Elison.
Da mesma forma, Adriney Marques, de Goioerê, também foi influenciado pelos filmes e quando criança já fazia seus arcos. “Na adolescência esqueci do arco e flecha. Mas com 29 o gosto voltou ao encontrar uma amiga que tinha um arco. Mas como gosto de construir coisas, comecei a fazer meus próprios arcos com ajuda dos participantes do grupo Arqueiros Artesões no Facebook. O arco e flecha é algo que me traz concentração e serenidade”, contou. 
DESAFIOS - O Paraná é um dos Estados polos do tiro com arco brasileiro, conforme Elison José. Segundo ele, aqui nasceu uma das maiores lojas e fábrica de arcos tradicionais nacionais reconhecida internacionalmente e possui também grandes artesãos, equipes, arqueiros e associações de tiro. “Isso sem falar, é claro, dos praticantes individuais, que assim como eu comecei, preferem fazer seus equipamentos ou mesmo apenas atirar em casa no fim de semana”, noticiou.
Para o entrevistado, o maior desafio é a união de todos praticantes distribuídos pelo Estado. “Fica difícil a viabilização de um evento que possa reunir os atletas de todas as áreas. Assim o que acaba ocorrendo são torneios regionais, o que a meu ver, é um dos fatores que vem mantendo o interesse e atraindo novos praticantes. Entretanto, seria interessante se houvesse mais união e apoio na divulgação e realização de eventos de grande porte, pois isso, sem dúvida, abriria portas para novos horizontes. E mesmo sem esse caminho aberto, por hora, ainda acredito que nas próximas olimpíadas existe grande chance de ter algum arqueiro(a) paranaense, graças ao trabalho desse pessoal”, finalizou.

  

(Cidade – Umuarama Ilustrado)

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