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O melhor café do Paraná é feito por mulheres

O toque feminino tem sido essencial na valorização da produção de cafés especiais no Norte Pioneiro, cuja coleta de grãos é feita de forma manual. Prova disso são os resultados obtidos no Concurso Café Qualidade Paraná, em 2017, noqual cinco cafeicultoras da região conquistaram as primeiras colocações na categoria micro lote natural. 

De acordo com o Instituto Emater, atualmente no Norte Pioneiro são mais de 200 cafeicultoras atuando em 11 municípios da região, o que representa um faturamento anual estimado em R$ 10 milhões, segundo o gerente regional do órgão, Maurício Castro Alves. 

Na terça-feira (8), as produtoras participaram do 6º Encontro das Mulheres do Café do Norte Pioneiro do Paraná, evento promovido pelo Instituto Emater, em Tomazina, com o objetivo de discutir propostas para melhorar a qualidade da produção e a renda com a cultura. 

Na ocasião a técnica do Senar-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Jéssica D’ângelo verificou quais as demandas das produtoras, para que a entidade possa oferecer treinamentos voltados a essas necessidades. "Uma das dificuldades desse grupo é a operação de máquinas beneficiadoras de café", observa. 

Outra demanda das produtoras diz respeito a treinamentos para negociação e comercialização da produção. "Esse tipo de evento é importante não só pela questão econômica, mas também social, uma vez que a mulher está cada vez mais assumindo a gestão das propriedades", avalia Jéssica. 

Segundo ela, o Senar-PR realizou várias capacitações para as integrantes do grupo propiciando a produção de um café de qualidade. 

Durante o encontro também foi apresentado o trabalho da Aliança Internacional das Mulheres do Café, da qual faz parte o subcapítulo "Norte Pioneiro do Paraná". Também foram apresentados projetos de empresas voltados à produção feminina de café. 

MULHERES DO CAFÉ 
Desenvolvido pelo Instituto Emater, o Projeto Mulheres do Café tem proporcionado melhorias na qualidade da produção e maior rentabilidade às cafeicultoras do Norte Pioneiro. 

No dia 5 de abril, um grupo com cinco produtoras que fazem parte do projeto foram homenageadas com a marca Café das Moças pela torrefação Café do Moço, em Curitiba, que terá como matéria-prima a produção regional. 

Maria José Farias Gonçalves, de Tomazina, Claudete Valle, de Japira, Glaucia de Oliveira, de Joaquim Távora, Ana Maria Garcia e Tisato Kawata, de Figueira, representaram o Norte Pioneiro. 

De acordo com o Instituto Emater, o café produzido por Ana Maria Garcia é o mais valorizado do Paraná. 

A marca foi lançada pelos empresários Estela Cotes e Leo Moço, que durante o evento também palestraram sobre técnicas do processo de preparo de cafés especiais. A mineira Marisa Helena Sousa Contreras falou sobre a experiência na gestão da produção e do Concurso Cafés de Mulheres – Florada, promovido pelo Grupo Três Corações. 

Durante o lançamento da marca, as cafeicultoras do Norte Pioneiro tiveram a oportunidade de degustar culinárias do menu da grife Café das Moças, assinado pelo chefe Lenin Palhano. 

A torrefação Café do Moço arrematou cinco nanolotes no 1º CUP das Mulheres do Café realizado em novembro de 2017, em Londrina, promovido pela IWCA (Aliança Internacional das Mulheres do Café), Iapar e Emater. Cada nanolote era composto por 30kg de café beneficiado, que foram analisados e avaliados sensorialmente, mediante provas de xícaras, por júri especializado, seguindo o protocolo da SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais).
 
(Luiz Guilherme Bannwart - Especial para a FOLHA - Folha de Londrina)

 

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