Opinião

DILCEU SPERAFICO - Os efeitos da crise na balança comercial brasileira

Apesar da grave crise econômica, política e social, o Brasil fechou a balança comercial de 2017, com superávit de 67 bilhões de dólares,  possibilitando ao País o cumprimento de compromissos no exterior e o aumento de reservas cambiais, com reflexos positivos em todos os setores produtivos.

O saldo positivo da balança comercial no ano passado, para o bem do País, foi o mais  elevado da série histórica iniciada em 1989, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No período, as exportações brasileiras somaram 217,7 bilhões de dólares, com crescimento de 18,5% em relação a 2016, enquanto as importações somaram 150,7 bilhões de dólares.

O saldo positivo do ano representou um aumento de 40,5% na comparação com 2016, ano em que o superávit da balança comercial já havia atingindo o recorde de até então, de 47,7 bilhões de dólares.

Conforme especialistas, em 2016, o saldo comercial positivo se deu em parte pela queda das importações, enquanto em 2017 houve avanços em ambas as operações, graças à retomada do crescimento da economia brasileira, ainda que pequena.

Mesmo assim, segundo os pesquisadores, a melhoria das exportações brasileiras ainda ficou abaixo do bom desempenho e dos volumes alcançados em 2013 e 2014, quando a média diária das vendas para outros países ultrapassou  um bilhão de dólares em alguns meses.

Para este ano de 2018, a expectativa é de saldo comercial positivo de 50 bilhões de dólares e se esse desempenho se confirmar, será o segundo melhor resultado da balança da história, ficando atrás apenas de 2017.

O superávit deverá ser menor porque as importações poderão crescer mais do que as exportações, graças à retomada da economia nacional.

Ocorre que há expectativa de autoridades e especialistas, de aquecimento da demanda interna em 2018, tanto por parte das empresas, com a compra de insumos, máquinas e equipamentos, como de pessoas físicas, que aumentarão as aquisições de bens de consumo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), informa esperar crescimento de importantes parceiros comerciais do Brasil, como são a China, os Estados Unidos, a Argentina, a Europa, a América Latina e o Caribe. Se a previsão se confirmar e a economia mundial crescer neste ano, as exportações de commodities do Brasil também deverão ser maiores, beneficiando o interior do País.

Em 2017, as maiores importações brasileiras, envolveram combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 42,8%; bens intermediários, como insumos para elaboração de produtos, com alta de 11,2%;  e bens de consumo, cujas aquisições subiram 7,9%.

Enquanto isso, as importações de bens de capital, como máquinas e equipamentos, mesmo reagindo nos últimos meses do ano, ainda apresentaram queda de 11,4% na comparação com 2016.

Nas exportações de produtos brasileiros para outros países, todas as áreas apresentaram bons resultados, como as vendas de produtos básicos que tiveram alta de 28,7%; os semimanufaturados de 3,3%; e os manufaturados, com crescimento de 9,4% no período.

         O desempenho de 2017 e a previsão de resultado positivo para 2018 e os próximos anos são alentadores para todos nós, porque o aumento das exportações e do saldo da balança comercial representa, além dos benefícios no comércio exterior, a geração de emprego, renda e tributos no País, beneficiando todos os segmentos da sociedade.

 

 

*O autor é deputado federal pelo Paraná

       E-mail: dep.dilceusperafico@camara.leg.br

 

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